domingo, 20 de março de 2011

ITACARÉ

PRAIA DA CONCHA /Itacaré-Bahia

O município tem origem numa igreja
fundada pelos jesuítas no século XVIII.
A povoação foi elevada a sede de município em 1732
com a designação de São Miguel da Barra do Rio das Contas.
Passou a ter a designação atual em 1931.


Tem uma formação geológica única no Nordeste Brasileiro,
com uma faixa costeira dotada de solo fértil e falésias rochosas,
e por isso a Mata Atlântica avança até o mar. (Wikipédia)

ACESSÓRIOS - bijouxs


Foi com muito prazer, sobretudo, que realizamos o lançamento
da nossa linha de acessórios, (por enquanto) leia-se "colares".

O encontro foi partilhado com os alunos, amigos,
e muitos convidados.

As peças são elaboradas a partir de peças de cerâmica,
em baixa e em alta temperatura, com o jeito, a cor, e a magia baiana.
São peças únicas, onde agregamos alguns elementos naturais, 
tipo madeira, as vezes uma peça em metal, cordões rústicos,
que sintonizam tão bem.
Como apaixonada pelos acessórios femininos,
eu e Gleice sempre garimpamos peças pouco comuns,
e fizemos disso uma constante no nosso dia a dia.
Resolvemos então fazer nossas peças,
com um design cheio de brasilidade,
e fazê-los viajar por ai,
realçando a graça e a feminilidade da mulher!
E FAZER É O QUE HÁ!

O INSTANTE EXISTE !

Houve um longo e invernoso verão,
Intrecortado de tristezas e alegrias,
ganhos e perdas,
da matéria que é feita a vida,
e de ausências sentidas....................

Aos amigos que me escrevem sempre pedindo notícias no blog,
o tempo não se perde nunca, o instante existe!
Cá estou eu!

"Eu canto porque o instante existe

E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmã das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço, ou me desfaço,
- não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda:
- mais nada".  Cecília Meirelles


Notícias de SAMPA  por Sôsso!

Outro dia vi minha amiga querida com Camila nos braços,
abraçando-a com a ternura que lhe é peculiar.
Esses dias tão rápidos se foram e hoje cá está minha amiga Mina
com Cesar, repetindo o gesto maternal de achonchego.
Dia 6/03, São Paulo.
Beijos para os dois e para toda familia.

1o. ENCONTRO INTERNACIONAL DE CERÂMICA NA USP

 

Volto ao blog, novamente pelas mãos da cerâmica,
encantada e motivada com o encontro.
VAMOS LÁ!


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

CELEBRATE!!!!!!!

Para os amigos de perto e os de longe, além mar!

ARTE DA CELEBRAÇÃO


A passagem de ano não deveria pedir projetos (e posteriores remorsos),
mais projetos (e mais futuros arrependimentos),
e sim abrir a portinhola de algum alívio, alguma alegria.
Mas talvez a gente goste de sofrer.


Lembrei-me agora da deliciosa historinha de um monge muito velho,
quase centenário, que num remoto mosteiro
pede a um monge bem moço que o ajude ainda uma vez
a ir à biblioteca que guarda preciosos alfarrábios.
Pela última vez, ele quer folhear uma enciclopédia ou encíclica papal,
algo assim — a princípio, o moço não entende direito.
O jovem monge instala, então,
o velhíssimo velhinho junto a uma mesa imensa,
tudo lá é muito grande e muito antigo.
Mesa de carvalho, claro.
É um aposento secreto no fundo da biblioteca,
onde só os monges iniciados entram.
O rapaz consegue o livrão,
coloca-o na mesa diante do velhíssimo velhinho e sai, dizendo:
“Qualquer coisa, toque essa sineta que eu venho acudi-lo”.
Passa-se o tempo, o jovem monge se distrai com seus afazeres,
até que se lembra: e o ancião, como estará?
Preocupa-se com o longo silêncio — será que ele morreu?
Corre até o fundo da biblioteca, até a sala secreta,
e encontra o velho monge batendo repetidamente a cabeça
no tampo da mesa:
— Mestre, o que houve? O senhor vai se machucar!
O monge centenário chora e repete certas palavras
que o moço custa a entender:
— Imagine, imagine!
A palavra de ordem, a recomendação, a essência,
não era celibate, mas celebrate! (...não era celibato, mas celebração!)
Logicamente, em inglês a coisa tem mais graça,
mas mesmo quem lê aqui há de entender:
desperdiçamos tempo, vida e energia sofrendo por bobagens,
arruinando as alegrias, ignorando afetos,
trabalhando mais do que seria necessário para a nossa dignidade,
curtindo mais o negativo do que o positivo,
quando afinal a ordem divina metafórica
é que não precisamos fazer o sacrifício do celibato,
mas celebrar a vida.
Pessoalmente, sempre acreditei
que a melhor homenagem que se faz a uma divindade,
se nela acreditamos, é celebrar — respeitando, amando,
curtindo, cuidando — a vida, a natureza, a arte, o enigma de tudo.
Mas nós, humanos, nem sempre espertos
(embora a gente se ache, e muito),
em vez de celebrar a passagem de ano,
passamos boa parte dela nos enrolando.
As providências excessivas, as compras, as comidas,
as dívidas em dezenas de prestações... Os planos.
Mas para que planos, quando o melhor é ter um só?
Ser mais feliz, mais alegre, mais amoroso, mais honrado, mais pacífico.
Mas a gente coloca aspectos prosaicos da vida acima de tudo:
perder 10 quilos, tratar melhor a sogra,
ser menos puxa-saco da sogra, da cunhada, da nora, do patrão.
Ganhar mais dinheiro,
o que nem sempre representa a conquista da felicidade
ou algo que o valha, e por aí vai.
Para um lado ou outro, para o sim ou para o não,
nessa hora nos enchemos de preocupações,
acumulamos propósitos, e nos amarguramos
porque quase todos aqueles objetivos
elencados na passagem do ano passado
não foram cumpridos (e ainda por cima a gente sabia que ia ser assim).
E daí? E daí que poderíamos aproveitar o momento
para pensar no que realmente vale a pena.
E o que vale a pena,
não importam a biografia ou a latitude, é celebrar.
Para tanto, basta que sejamos, em casa, no trabalho e na escola,
um pouquinho mais agradáveis e menos tensos.
E que, pelo menos, isso se manifeste
na forma de um abraço vindo do fundo
mais fundo do mais cansado — mas ainda amoroso e celebrante — coração.




LYA LUFT é escritora
Revista VEJA - 05 de janeiro de 2011






"A maturidade me permite: olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura."

NOVO ANO

FERREIRA GULLAR : ANO NOVO


Meia-noite.
Fim de um ano,
início de outro.
Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o olhar.
O mesmo espantoso silêncio
da Via-Láctea
feito um ectoplasma
sobre a minha cabeça:
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa

nem no céu nem no chão do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho estelar
que sonha
(e luta)


Itacaré - Bahia