quinta-feira, 26 de março de 2009

ÓBIDOS - Portugal

" EU TE CONHEÇO DE GINGEIRA "... Gleice e Silvia......nosso ditado dito tantas vezes!!

A vila de Óbidos guarda séculos de história entre as suas muralhas.
Com um vasto património de arquitectura religiosa e vestígios histórico-monumentais,
a vila de reis e rainhas foi, noutros tempos, local de preferência para descanso
ou refúgio das desavenças da Corte.
D. João IV e D. Luísa Guerra, D. Pedro II e D. Maria I,
D. Leonor, D. Catarina de Áustria e D. Carlos,
foram alguns dos monarcas que passaram por estas terras deixando,
de uma forma ou de outra, marcas que a vila ainda hoje mantém.
A origem da vila de Óbidos remonta ao século I, à cidade de Eburobrittium.
Romanos, visigodos e árabes foram povos que marcaram presença por estas paragens.
O ano de 1148 marca a tomada aos mouros de Óbidos,
sendo em 1210 doada por D. Afonso II à Rainha D. Urraca.
O primeiro condado de Óbidos é instituído em 1636 e,
sete anos mais tarde, D. João IV manda reparar novamente as muralhas.
Lisboa dorme ainda,
Só luzes e esperanças, vãs!
Minha primeira visão, minha proximidade,
Óbidos,
Mistério, encanto, noite, frio,
hitórias mis,
contadas pelas mãos da alegria,
mãos otimistas, fortes,
mãos do acolhimento.
Carmen Bastos

domingo, 22 de março de 2009





15.03.2009

















15.03.2009
A PARTIDA - Salvador
Aeroporto 2 de julh0


LISBOA!
16-03-2009

A chegada.

"E o Rio Amazonas que corre traz os montes,
e numa pororoca se deságua no Tejo..." (C.Buarque)

domingo, 15 de março de 2009


«Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos»Victor Hugo, "Monte de Pedras"


Gosto da sintonia que existe entre pessoas,
gosto das afinidades,
do amor, da amizade,
do cuidado e da delicadeza.
Gosto de ir e voltar,
Gosto imenso da liberdade de ser,
Gosto da metade que somos,
embora inteira muitas vezes.
Gosto das tuas palavras,
sempre!
Carmen Bastos
o meu farol ontem,
último olhar,
muitas vezes a guiar-me.

sábado, 14 de março de 2009

"… que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio...
que o medo da solidão se afaste
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
porque metade de mim é o que fui

e a outra metade eu não sei...
que a minha loucura seja perdoada,
porque metade de mim é amor
e a outra metade...também".
Osvaldo Montenegro

As amizades, os amores, a vida
Ao que podemos ser
E ao que somos, efetivamente!






























































































































quinta-feira, 12 de março de 2009


AOS SENTIMENTOS VERDADEIROS!


O Que Alguém Disse

"Refugia-te na Arte"
diz-me Alguém
"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor,
ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.
Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é
Divino e imortal!
Cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a
Verdade e em mais ninguém!"
No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem...
E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...
O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"




A amizade, o amor, a cumplicidade,
As vezes oasis no deserto,
Mas sempre calor no meu coração.
Doces, quentes, suaves, fortes,
serão as tuas mãos!





Tuas mãos
(Pablo Neruda)

Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
COMO A VIDA É TÃO RARA,
E AS VEZES A APROVEITAMOS TÃO MAL.................

* * * *

O Dia que vai.
"Por do sol"!



O Dia que chega.
"Por da Lua"!