sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tenho fases, como a Lua;
fases de ser sozinha,
fases de ser só sua.
Cecília Meireles




terça-feira, 28 de julho de 2009

















Morte


Os olhos de ontem não existem,
furados estão, derramam sangue e dores,
jamais enxergarão como antes.

As mãos de ontem quebraram,
perderam o dom de acariciar,
e doem incessantemente, como se estivessem cansadas,
ou desencantadas, quem sabe?

O corpo de ontem está morto,
pálido, frio, como naquele dia de partida,
O corpo da falta, dor e despedida,
corpo sem expressão,
sem ti ensanguentado está.

Ah! mãos, olhos, corpo e saudades,
Ah! dores, desencantos e ausência,
vida que já não tens e força que já não sinto,
Tempo que já passou,
Amor que já perdi,
Ao longe.
22:48 Carmen Bastos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dizia Schopenhauer que "a arte é uma flor
que nasce em nossa vida para suavizá-la".

Muito bom falar da genialidade de Wagner Moura ao interpretar Hamlet.
Ainda sob efeito da beleza e magia do espetáculo,
que apesar da simplicidade do cenário e do figurino,
traz o que de mais rico nos agrada, a interpretação visceral de Wagner Moura.
A montagem é pouco usual, um palco sem grandes cenários,
o telão que projeta imagens filmadas em tempo real,
os atores assistindo a trama e denotando nas suas fisionomias
o encantamento pelo trabalho.
A produção é do próprio Wagner,
que divide a tradução com o diretor Aderbal Freire Filho
e a professora de inglês Barbara Harrington.

Veja trechos da entrevista com Wagner Moura sobre seu Hamlet:

“Nossa tradução não privilegia o literário.
Buscamos a humanidade.
Deixamos o texto mais comunicativo”, explica Wagner.

"Não há na nossa tradução nenhum traço de coloquialismo.
Aderbal foi um mestre em passar o jogo de palavras do inglês shakespeariano para a nossa língua, sem tanto prejuízo.
A nossa peça tem texto direto.
É despojado sem abrir mão da poesia", completou.

# Como foi o processo de criação? Como define o Hamlet de Wagner Moura?
A maior preparação é o ensaio, a ação.
Chegar todo dia naquele horário e ir descobrindo a peça e o personagem
junto ao diretor e colegas. Cada dia entendo mais o termo work in progress,
que se aplica tão bem a qualquer trabalho em teatro.
A vida é um work in progress.
Duvido muito do crítico que vem com teorias
acerca da psicologia de Hamlet (embora os psicólogos o amem).
Stanislavski não se aplica a Shakespeare.
Adoro pensar que o bardo antecipou Brecht.
Hamlet não faria assim, Hamlet não agiria assado, Hamlet é deprê,
Hamlet não pode rir, qualquer coisa que se diga
é uma simplificação boba dos "inteligentes"
que querem dizer que conhecem bem Hamlet.
Eu tenho convivido com ele e adorado conhecê-lo aos poucos,
me surpreendendo a cada noite,
nessa onda que Tonico Pereira batizou de "solidão de protagonista".
Conhecê-lo e surpreender-me com ele é conhecer-me
e surpreender-me também comigo.

# Você disse que produziu Hamlet por "absoluta necessidade"... Não por ser um clássico. Mas certamente a emoção do teatro é diferente de qualquer outra coisa.
Escolhi Hamlet porque nele está o que há de melhor em Shakespeare.
É um grande personagem por quem sou apaixonado desde os 15 anos.
E porque sou velho pra Romeu e novo para Lear.
Hamlet é um personagem muito engraçado.
Apesar da tragédia que é a peça,
tudo que ele diz é muito espirituoso e irônico.
Ele é um muito mais inteligente e bem-humorado do que eu.

# Qual é seu trecho preferido de Hamlet?
O monólogo de Hécuba.
É uma fala que exorta o poder dos atores e do teatro,
dita por atores, num teatro, me emociona muito.
O teatro como revelador da verdade.
É com o teatro que Hamlet agarra a consciência de Claudios.
Que coisa linda! Isso me emociona muito.

A peça Escrita por William Shakespeare na virada do século 17,
a tragédia de Hamlet permanece como a peça mais celebrada
em toda a história do teatro mundial.
Ela se passa no Castelo de Elsinor, na Dinamarca,
onde o fantasma do Rei Hamlet aparece para seu filho, o príncipe Hamlet,
e exige uma vingança.
O espectro diz ter sido envenenado pelo próprio irmão, Claudio,
enquanto dormia.
Claudio acaba se casando com a Rainha Gertrudes, mãe de Hamlet,
roubando de seu pai a um só tempo a vida, a coroa e a mulher.
Paralelamente, Hamlet se apaixona pela jovem Ofelia, filha de Polonio, conselheiro de Claudio e Gertrudes, e irmã mais nova de seu amigo Laertes.

Ficha Técnica
Texto: William Shakespeare
Tradução: Aderbal Freire-Filho com Barbara Harrington e Wagner Moura
Direção: Aderbal Freire-Filho
Elenco: Wagner Moura, Tonico Pereira, Carla Ribas, Georgiana Góes, Caio Junqueira, Cláudio Mendes, Fábio Lago, Felipe Koury, Gillray Coutinho e Marcelo Flores
Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Marcelo Pies
(Fonte: O Que a Bahia Quer Saber)
Teatro Castro Alves,
Final da peça,
26.07.2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Comemorar é lembrar! É celebrar, festejar!







No "AQUA", na marina da contorno,
comemoramos o niver de Ana Cláudia.
Beijos de todos do Atelier Terra e Cor.





A amizade é um amor que nunca morre.
Mário Quintana

Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele
ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias
e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade
sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!

RESTAURANTE "CASA LISBOA"

Encantei-me com a "CASA LISBOA",
o restaurante do Chef Português GUALTER FREIRE,
que faz o melhor bacalhau do mundo,
e outros pratos do cardápio,
como a sardinha portuguesa grelhada com presunto,
arroz de marisco, etc.
O pastel de Belém "autêntico" é a sugestão para a sobremesa.
Conhecemos o restaurante
e estamos confeccionando "telhas alentejanas" de cerâmica terra cota,
para servir o bacalhau conforme a tradição portuguesa do "Alentejo".
Encantou-me também as instalações,
a escolha de cada objeto colocado na decoração,
o pátil charmoso e romântico,
e especialmente o carinho e o jeito português cativante
com que o Gualter recebe os clientes e amigos.
A leitoa assada que vimos sair do forno não está no cardápio,
e só sai por encomenda, são 5 Kgs e servem entre 8 a 10 pessoas!
Tem que ser pedida no mínimo dois dias antes.
Hummmmmmmmmmmmm

VÁ CONFERIR!
Rua Manoel Dias Morais, 35
Jardim Apipema
Salvador - Bahia - Brasil
(0xx)71 3331-3841


























O chef Gualter.
"Quem corre por gosto
não cansa".

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"MARIA SALÃO BEAUTY"

Quero registrar a inauguração do salão de Gel, querida aluna e amiga.
A minha viagem, o tempo,
fizeram a notícia chegar com algum atraso, mas em tempo!
Vimos a idéia nascer, crescer e acontecer.
O " Maria Salão" vai muito bem,obrigado!
Apareça e confira a eficiência, atenção e doçura de Gel.











"Maria Salão", no Bairro de Santo Antônio,
frente a Cruz do Paschoal.













cruz do paschoal










Carmen e Gel

gel, carmen e gleice

quarta-feira, 22 de julho de 2009

DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
(Mario Quintana)
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
(Neruda)
Na Véspera
Na véspera de nada ninguém me visitou.
Olhei atento a estrada durante todo o dia
Mas ninguém vinha ou via, ninguém aqui chegou.
Mas talvez não chegar
Queira dizer que há
Outra estrada que achar,
Certa estrada que está,
Como quando da festa
Se esquece quem lá está.
(fernando pessoa)