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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Quando a dor é tão grande,
que não há remédio sequer!


"Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas".
Sophia de Mello Breyner Andresen




terça-feira, 28 de julho de 2009

















Morte


Os olhos de ontem não existem,
furados estão, derramam sangue e dores,
jamais enxergarão como antes.

As mãos de ontem quebraram,
perderam o dom de acariciar,
e doem incessantemente, como se estivessem cansadas,
ou desencantadas, quem sabe?

O corpo de ontem está morto,
pálido, frio, como naquele dia de partida,
O corpo da falta, dor e despedida,
corpo sem expressão,
sem ti ensanguentado está.

Ah! mãos, olhos, corpo e saudades,
Ah! dores, desencantos e ausência,
vida que já não tens e força que já não sinto,
Tempo que já passou,
Amor que já perdi,
Ao longe.
22:48 Carmen Bastos