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domingo, 21 de junho de 2009

A Daniel, pela beleza dos versos!

... enquanto a vontade de dizer alguma coisa
for maior do que a necessidade de ficar em completo silêncio!
Enquanto a esperança pulsar e os sonhos, de tão leves,
ultrapassarem a altura das nuvens!
[ DANIEL HIVER ]




Por do sol no "Farol da Barra"

sábado, 13 de junho de 2009

PARATY

"O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua".
"Antologia poética", de Carlos Drummond de Andrade


Planear FLIP (1 a 5.07.2009),
Fazer as malas,
Partir,
Sempre renovada esperança de dias melhores!


http://www.flip.org.br/ - CONFIRA!








































sexta-feira, 29 de maio de 2009

BAHIA, 29.05.2009

Caetano é sempre Caetano!
Surpreendí-me com "Bem Devagar".
Passou por mim devagar, tão devagar...
Letra pueril, sonhadora,
mas cheia de esperanças,
como eu! (carmen)

Bem Devagar
Caetano Veloso/Gilberto Gil

Sem correr
Bem devagar
A felicidade voltou para mim
Sem perceber
Sem suspeitar
O meu coração deixou você surgir
E como o despertar depois de um sonho mau
Eu vi o amor sorrindo em seu olhar
E a beleza da ternura de sentir você
Chegou sem correr
Bem devagar
Amor velho que se perde
Sai correndo para outro ninho
Amor novo que se ganha
Vem sem pressa, vem mansinho

http://www.youtube.com/watch?v=3DRHxW9vM_w&feature=PlayList&p=6488F8AD90C55EC2&index=6


















































































“Estou-me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
por que não te vens também?”






quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

















"Prescindir da esperança significa que eu tenho que passar a viver,
e não apenas a me prometer a vida"
Clarice Lispector


Esperança



Tantas formas revestes, e nenhuma
Me satisfaz!
Vens às vezes no amor, e quase te acredito.
Mas todo o amor é um grito
Desesperado
Que apenas ouve o eco...
Peco
Por absurdo humano:
Quero não sei que cálice profano
Cheio de um vinho herético e sagrado.

Miguel Torga, in 'Penas do Purgatório'



Não Pode Tirar-me as Esperanças

Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Pois não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde;
Vem não sei como; e dói não sei porquê.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"






segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"os dias sem ti, são todos iguais,
são dias sem brilho são dias a mais".
Olhos abertos,
Olhos de solidão.
Vagueiam a tua procura,
eterna procura.
Cá não estás nunca,
nem agora nem amanhã.
Olhos de espera,
Sempre!
Carmen Bastos
Carnaval, 2009.

CURIOSIDADES

A festa carnavalesca surge a partir da implantação,
no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica,
antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma.
Esse longo período de privações acabaria por incentivar
a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas,
o primeiro dia da Quaresma.
A palavra "carnaval" está, desse modo,
relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne
marcado pela expressão "carne vale",
que, acabou por formar a palavra "carnaval".
Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias,
os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas.
Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação,
estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda),
último dia antes da Quaresma.
Ao caráter de festa popular e desorganizada
juntaram-se outros tipos de comemoração
e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
O Carnaval é um período de festas regidas
pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média.
O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne"
ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval".

No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses.
Seu nome era entrudo —palavra que vem do latim introitus
e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma, por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas.
O Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhação. Os escravos a festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata.

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas —pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada—, ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes.
Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso.
Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas sim o schottische, as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional. Somente em 1869, quando o ator Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e deu para essa adaptação o nome de Zé Pereira —mesma música que é cantada até os dias de hoje—, apareceu a primeira música de Carnaval. Até então, todas as músicas eram instrumentais ou em outro idioma.
O carnaval da rua, entretanto, quase não existia. Tudo à custa da violência que tinha o entrudo.
Alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete.
Um dos jornalistas que defendia ardorosamente esta forma de Carnaval era José de Alencar, o qual escreveu na sua coluna do "Jornal Mercantil" do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: "Confesso que esta idéia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador". Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o violento entrudo e a favor do elegante Carnaval veneziano, que os desfiles de rua começaram a acontecer.
A partir daí o Carnaval pode ser dividido em dois tipos distintos de manifestação: um, feito pelas classes mais ricas nos bailes de salão, nas batalhas de flores, nos corsos e desfiles de carros alegóricos; outro, feito pelas classes mais pobres nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba.
Assim, caótico desde seu princípio, o Carnaval brasileiro é também marcado pela divisão das classes sociais. Renato Roschel /Wikipédia

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mario Quintana, gaucho de Alegrete, poeta, presente em muitos momentos da minha vida quando não encontro palavras suficientes para dizer o que ele tão "bem diz", bendito sejas....................



Os dias passam, quase 30, e aquela esperança.....
Tem uma chama, um lume que ainda teima em arder.
Esperança vã?
Onde estive durante meu sono derradeiro?
Não sabemos o que a vida nos reserva, o que nos espera.................










Fazenda







Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mário Quintana