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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"Minhas alegrias são intensas.
Minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito, só vivo nos excessos." Clarice Lispector


A primeira vez que vi as glicínias estava em Óbidos,
foi amor a primeira vista.
A segunda vez foi em Sintra, confirmei o amor,
A terceira vez em Caldas, da Rainha, pois sim,
Mas não consegui nomeá-las.
Esta semana voltei a encontrá-las,
Chamo-as glicínias,
Ponho-as aqui,
divido a beleza rara destas flores,
sabem ser delicadas e fortes, vigorosas,
Suaves e evidentes, marcantes,
Continuo encantada!

Recebí muitas, mesmo que virtuais!
Tem perfume, cheiram delicadeza, sensibilidade.







Glicínias























Foto minha em Óbidos,
primeiro olhar sobre as glicínias.










terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ao nosso comum que é tão raro!

Monte Castelo
Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).


Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor

Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
O amor é o fogo

Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...
Ainda que eu falasse

A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É um não querer

Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso

Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
Estou acordado


E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
Ainda que eu falasse

A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...









SINTRA, PT


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Portugal, 4.05.2009

Ao Mêdo que paralisa......................

" Por vezes, entretanto,
acontece uma metamorfose ao contrário:
as borboletas voltam ao casulo e transformam-se em lagartas.
Porque voar é fascinante, mas perigoso.
É preciso que não se tenha medo de flutuar sobre o vazio com asas frágeis.
É mais seguro viver agarrado à folha que se come.
E eu pergunto-me sobre o que aconteceu connosco:
Um dia fomos borboletas aladas,
em busca de espaços sem limites.
Talvez, por medo, já não sejamos capazes de voar e sonhar.
Gordas lagartas,
que não têm coragem de se desprender das seguras folhas onde rastejam..."
(transcrito R.M)























SINTRA