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terça-feira, 16 de março de 2010

TEMPO





Santa Cruz/ Portugal










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....TEMPO

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Mário Quintana

O tempo não só cura, mas também reconcilia.
Victor Hugo

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada,
o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Martha Medeiros


Tempo, tempo, tempo, tempo........
Hoje faz exatamente um ano que cheguei a Lisboa.
Dei-me conta do quanto rapidamente passou esse ano.
Outro dia, outras horas, outros momentos.
Apreciava a luz do céu de Lisboa,
olhava maravilhada o por do sol tardio,
e encantava-me com as praias e suas águas frias,
Luminosas e cheias de esperanças.
Apreciava a Lagoa de Óbido
E a Foz do Arelho,
Apreciava as falesias de Santa Cruz,
Vistas do alto,
E a beleza da Praia Azul,
Onde a mim pertencia tanta imensidão.
Apreciava os pinheirais,
as praias desertas da costa portuguesa,
Apreciava o tempo correndo,
E antevia o fim..............

sábado, 26 de setembro de 2009


"Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar".


Jorge de Lima





segunda-feira, 25 de maio de 2009

PORTUGAL AINDA!

PRAIA AZUL (SANTA CRUZ)

Há dias que o azul é mais azul,
E o frio faz-se maior,
e o sono um torpor.
Há dias que o dia escorrega
E rápido escapa entre as mãos.
Há dias que o amor é mais amor,
e pega-nos sem dó e sem pudor.
Há dias em que poderíamos parar o tempo,
E fazê-lo eterno sem temor.
Há dias!
Carmen Bastos

Muitas vezes só depois nos damos conta,
e tantas vezes nem nos damos conta!
Hoje ao escrever à praia azul, a relembrar do mar,
das escadas de madeira,
da areia fina e do vento,
dei-me conta do mêdo,
dei-me conta da infinita dor que aquele dia acabasse.
Alí, a olhar o mar,
a olhar o que sempre viu o meu olhar,
deixei-me invadir pela tristeza
de jamais revê-lo outra vez.
Hoje tanto mêdo,
tanta falta de coragem,
e tanta gana em realizar.

Ao escrever essas palavras, recebo outras,
Tão pertinentes,
Como se soubesse que as esperava:
"Jamais o medo de um sofrimento deverá ser maior
do que a gana de realizar o que de dentro do ser é pedido". (Milú)





























Liberdade
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
(sofia de melo breyner)

sábado, 23 de maio de 2009

CAPÍTULO XXIII PORTUGAL
TORRES VEDRAS

"Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa,
mas apenas um para amá-la". Carlos Drumond de Andrade

Chegar a Torres,
Olhar o céu, a terra,
pedaços de chão.
Buscar razão,
vida,
você,
caminhos,
Buscar e buscar.
Compreender,
Partir.

























































A história de Torres Vedras está dominada pelo Castelo do Século XVIII, uma fortificação que viu como ao longo do tempo, diversas civilizações se assentaram nas suas muralhas. Na costa, as praias de Santa Cruz e Praia Azul.
A presença humana nesta área se remonta a pré-história, mais precisamente ao Paleolítico Inferior. Desde então numerosas civilizações se estabeleceram aqui atraídas pelas óptimas condições destas terras.A criação do concelho data do reinado de D. Afonso Henriques, sendo o primeiro foral, concedido apenas em 1250 por D. Afonso III. Este foral foi renovado em 1510 por imposição do selo de D. Manuel. Foi em Torres Vedras que D. João I reuniu com o seu conselho, para decidir-se e deliberar-se sobre a conquista de Ceuta; também aqui em 1810 foram travadas duras e resistentes batalhas contra o avanço das tropas de Napoleão em direcção a Lisboa, durante o ciclo das Invasões Francesas, feito memorado pela famosa denominação das Linhas de Torres.










Carmen e Alexandre





















































Carmen e Ana Magda







Castelo
O Castelo de Torres Vedras foi mandado construir por D. Dinis a finais do século XIII, sobre uma primitiva fortificação construída pelos Alanos, e reconstruído em numerosas ocasiões.
No ano de 1810 o castelo passou a ser fortaleza das conhecidas Linhas de Torres e no ano de 1846 serviu de quartel para as tropas do Conde de Bonfim. No interior das muralhas que rodeiam o castelo se encontra a Igreja de Santa Maria e um formoso jardim.










Igreja de Santa Maria do Castelo