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quinta-feira, 3 de junho de 2010

FLIP/PARATI/RIO DE JANEIRO/BRASIL

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Passado quase um ano da Flip 2009.
Conhecer "Parati", participar da Flip pela primeira vez,
e encantar-me com a poesia e quietude daquele vilarejo,
onde o tempo mal parece que passou,
e a vida tem uma magia especial.

Sonhos a parte,
Vale muito a pena retornar a Parati.
Confira no blog oficial a programação,
anime-se, economize, faça as malas
e vamos lá!
Não deixe de ir, nos encontramos lá!

Dicas de viagem, hospedagem, escrevam-me.

AH! não deixem de votar no meu blog.


Festa Literária Internacional de Paraty 2010
4 a 8 de agosto

Você está recebendo a mais recente postagem do Blog da FLIP:
Flip 2010 - Blog da FLIP
Maio 28, 2010

Vejam só quantas novidades: site de cara nova, autores divulgados e,

mais importante, programação no ar!
Serão 35 autores, de 14 diferentes países, reunidos em 19 mesas literárias
e a conferência de abertura.
De política e escravidão aos quadrinhos, das fábulas aos thrillers policiais,
do ebook e iPad às letras de música, nada escapa à programação 2010 da Flip. Com um orçamento de R$ 6,3 milhões - verba que engloba o programa educativo desenvolvido ao longo de todo o ano -, a Flip promete reunir mais de 20 mil pessoas em Paraty ao longo dos cinco dias de evento.

Estarão reunidos, lado a lado, os leitores da chilena Isabel Allende,

os jovens, de idade e de alma, fãs do roqueiro Lou Reed
e do cartunista Robert Crumb, além de toda a comunidade acadêmica
que tem nos historiadores Robert Darnton e Peter Burke
os grandes nomes das discussões sobre mídia e o futuro dos livros.

Sobre esse processo de transformação
em que se encontra também o mercado editorial
estará presente no debate o CEO da editora Penguin, John Makinson.
"É justamente essa pluralidade que faz da Flip
um dos encontros de literatura mais representativos.
A riqueza está no encontro dessas vozes diferentes,
na mistura que faz toda a diferença",
comenta o diretor de programação, Flávio Moura.

Um diálogo contínuo entre as edições,

seja com o retorno de alguns autores
ou com o desdobramento de alguns temas,
também faz parte da Flip 2010.



Em 2009, Richard Dawkins polemizou
com sua visão cientificista da fé e da religião.
Este ano, em resposta às teorias de Dawkins,
a Flip traz um dos mais influentes críticos literários contemporâneos,
o britânico Terry Eagleton, que irá contra-argumentar
o ateísmo pregado pelo cientista.

Presente na 3ª edição, em 2005, o indiano Salman Rushdie

volta à Flip para fazer o lançamento mundial de Luka e o fogo da vida.
O retorno de Rushdie reforça sua condição de autor-síntese
de uma literatura multicultural.
E é essa multiculturalidade o grande fio condutor desta Flip.
O israelense Abraham B. Yehoshua e a iraniana Azar Nafisi,
por exemplo, estarão juntos na Tenda dos Autores
para um debate sobre o processo de paz entre árabes e israelenses.
A cubana Wendy Guerra, que vive à sombra da ditadura castrista,
e a brasileira Carola Saavedra, que escreve em plena democracia,
irão partilhar suas experiências ficcionais
como forma de se posicionar em relação ao mundo.
Da violência dos regimes políticos aos crimes nas páginas dos livros,

a paulista Patricia Melo vai dialogar com a americana Lionel Shriver
sobre os suspenses psicológicos e a criminalidade
presente nas narrativas contemporâneas.



As fábulas contemporâneas, que vão do sertão ao mundo underground paulistano, ficarão a cargo dos brasileiros Reinaldo Moraes,
Ronaldo Correia de Brito e Beatriz Bracher.
E a relação entre nacional e estrangeiro virá à tona
na conversa entre o americano Benjamin Moser,
biógrafo de Clarice Lispector, e o tradutor alemão Berthold Zilly.
Outro destaque desta edição da Flip é a programação

voltada ao escritor homenageado, o sociólogo Gilberto Freyre.
Além da conferência de abertura, com participação do sociólogo
e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso
e do historiador Luiz Felipe de Alencastro,
serão três mesas dedicadas ao autor de Casa Grande & Senzala.
Homenagem pensada pelo diretor de programação da Flip,
Flávio Moura, em parceria com a historiadora Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, que vai participar de um dos debates, reúne grandes estudiosos de Freyre.
Edson Nery da Fonseca, Moacyr Scliar e Ricardo Benzaquen de Araújo
irão discutir as grandes obras do sociólogo,
na companhia de Berthold Zilly, que volta à tenda
para dar seu olhar estrangeiro aos trabalhos de Freyre.
A contemporaneidade da obra de Freyre será o tema da mesa

do sociólogo José de Souza Martins,
do historiador Peter Burke e do antropólogo Hermano Vianna.
As obras menos conhecidas de Freyre serão exploradas,
com mediação da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz,
pelos estudiosos Maria Lúcia Burke,
Alberto da Costa e Silva e Angela Alonso.
Para completar a homenagem, o show de abertura
será todo dedicado e inspirado nas obras de Freyre.
Com direção artística de Arthur Nestrovski,
o Quarteto de Cordas da Academia Osesp e Edu Lobo farão um show único, especialmente produzido para a Flip.
Ufa! E como se não bastasse tanta novidade boa,

a melhor notícia é que se você não puder ir à Flip,
a Flip vai até você.
A Festa está cada vez mais democrática:
os eventos serão transmitidos online,
vídeos serão disponibilizados no canal da Flip no Youtube,
este blog aqui fará a cobertura completa das mesas,
fotos estarão no Flickr e o Twitter
e o Facebook serão constantemente atualizados.
Além disso, em breve estarão no ar podcasts
do diretor de programação da Flip, Flávio Moura,
comentando as composições das mesas.
Não dá para perder, né?

PARA ACESSAR:
http://www.flip.org.br/

Não deixe de ir...nos encontramos lá!






Parati/Rio de Janeiro/BR

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

LIVROS

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem".
Mário Quintana

"Nós mudamos incessantemente.
Mas se pode afirmar também que cada releitura de um livro
e cada lembrança dessa releitura renovam o texto." Jorge Luis Borges


Como é prazeroso fazer a lista dos livros que se quer ler.
Mais ainda é recebê-los na volta a casa,
e parecer criança na noite de Natal.

Ai vai a lista dos meus livros:

- "A solidão dos numeros primos", Paulo Giordano - Ed. Rocco

- "Por mais um dia", Mitch Albom - Ed. Sextante

- "Que cavalos são aqules que fazem sombra no mar?", Antonio Lôbo Antunes - Ed.Alfaguara

- "Clarice", Benjamin Moser - Ed. Cosacnaify

- "O clube do filme", David Gilmour - Ed. Intrínseca

- "No teu deserto", Miguel Souza Tavares - Ed. Cia das Letras

- "A Educação Sentimental", Gustave Falubert - Ed. Martin Claret

- "A Dupla Chama", Octavio Paz - ed. Assírio e Alvim

- "A Luz da Noite", Edna Obrien - Ed. Record

- "Coisas da Vida", Martha Medeiros - Ed. LPM

E ainda lerei "Evocação a Sophia" , sugerido por Joaquim Duarte.

Aqui fica a crónica sobre o livro, por laurinda Alves.
Belíssima!

Tive uma vida maravilhosa,
disse Sophia de Mello Breyner Andresen pouco antes de morrer.
Alberto Vaz da Silva, autor de “Evocação de Sophia”,
diz que esta foi uma das últimas coisas que se lhe ouviu dizer.
O prefácio do novo livro foi escrito por Maria Velho da Costa
e o posfácio é de Tolentino Mendonça, que evoca assim a poesia de Sophia:
“poema a poema somos remetidos para o ‘limpo’, o ‘intacto’, o ‘inteiro’, o ‘puro’”.
Neste livro cabem memórias de viagens espantosas pela Grécia e Sicília
mas também fragmentos de escritos inéditos sobre as casas habitadas por Sophia.
Sobre a sua viagem com Agustina à Grécia,
Sophia escreveu a Jorge de Sena:
“não tento descrever-lhe a Grécia nem tento dizer-lhe o que foi ali a minha total felicidade.
Foi como se eu me despedisse de todos os meus desencontros, todas as minhas feridas.”
Muitos anos mais tarde escreveria sobre a memória dos templos,
das estátuas, das praias, das praças e dos cafés da Sicília,
bem como das tardes e das noites vividas no maravilhoso jardim de Taormina,
na companhia dos amigos Ana Maria e João Bénard da Costa,
Helena e Alberto Vaz da Silva.
Por tudo isto e também pela caligrafia de Sophia vale a pena
ler e guardar este livro para sempre.


ACEITO SUGESTÕES PARA LEITURA!

sábado, 18 de julho de 2009

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.“(Hilda Hilst)

TODAS AS HISTÓRIAS SE PARECEM!

SOPHIE CALLE E GREGOIRE BOUILLIER
Outra mesa muito interessante na FLIP, digo mesmo inusitada,
foi a que trouxe os dois autores acima.
"Na primeira vez que os ex-namorados Sophie Calle e Grégoire Bouillier
se encontraram em público depois do fim do relacionamento,
a conversa entre os dois se concetrou na antiga relação
e na maneira como ambos reagiram ao rompimento.
Ambos responderam de maneira diferente à pergunta
sobre se a vida mudou depois que Sophie transformou a carta de separação em obra de arte. Grégoire disse “não”, Sophie, “sim”.
A separação resultou de um e-mail enviado por Grégoire.
Confusa com as palavras evasivas do namorado,
Calle decidiu mandar a carta para 107 mulheres interpretarem o que ele realmente quis dizer.
A artista escolheu mulheres de 107 profissões diferentes: revisora, cantora, atriz, bailarina, psicanalista, jornalista. “Não convidei nenhuma artista.
Nesse trabalho, a artista sou eu.” O resultado é o trabalho Prenez soin de vous (Cuide-se),
que recebeu como título as últimas palavras da carta.
Indagado pela plateia sobre por que tratou Sophie formalmente (por “vous” e não por “tu”), Grégoire disse que é assim que trata as mulheres que ama.
Sophie, por sua vez, disse que também trata assim os homens com quem se deita.
Os dois discordaram sobre a maneira que a relação terminou, mas concordaram sobre a qualidade das obras artísticas que falam do namoro: Prenez soin de vous,
e o livro O convidado surpresa, de Grégoire.
“Não concordo com o procedimento de Sophie, mas o resultado é incrível”, disse ele.
“O e-mail era de alguém que decide ir embora, mas não sabe como dizer isso”,
retrucou Sophie. “Mas não se tratava de vingança, mas um projeto artístico”.
Ao final, reconciliação pública pela arte e pela palavra". (Blog da FLIP)


Prenez soin de vous
(E-mail de Gregoire a Sophie)
Sophie,
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail.
Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você
e dizer o que tenho a dizer de viva voz.
Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente.
É como se não me reconhecesse na minha própria existência.
Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa,
senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz.
Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”.
Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”,
não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”,
se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim,
o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso.
Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você. Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”.
E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando.
Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história:
no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão,
uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade,
pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita.
Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá. Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro.
E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez,
como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente. Cuide de você.

Sucesso em Paris, Nova York e Veneza, o Ano da França no Brasil trouxe para São Paulo a exposição “Cuide de Você” (“Prenez soin de vous”) da artista conceitual, jornalista e fotógrafa francesa Sophie Calle, que transformou o fim de um romance em arte.
O mote da exposição foi o e-mail rompendo a relação.
Sophie Calle diz “É mais fácil realizar um projeto quando sofremos do que quando estamos felizes. Não sei o que prefiro: se é estar feliz com um homem ou fazer uma boa exposição”.
Em Salvador, a mostra será exposta no Museu de Arte Moderna da Bahia, de 22 de setembro a 22 de novembro