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sexta-feira, 25 de junho de 2010

A infinidade de amores na dor de existir

Nadiá Paulo Ferreira


O discurso psicanalítico, ao investigar os fundamentos do amor,
apresenta, de forma sistematizada, o que os poetas já sabiam:
o encontro da verdade com o saber não decifra toda a verdade.
O desejo de saber o que o amor é esbarra com algo indizível.

Assim, o que não pode ser dito e escrito converte o amor
em “um mal, que mata e não se vê”,
em “um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei por quê” (Camões).
Amar e saber o que é amar são coisas diferentes.
Amar é um acontecimento que nunca se esquece;
é inventar sentidos para a existência no mundo.
Saber o que é amar é impossível, porque “quem ama nunca sabe o que ama;
nem sabe por que ama, nem o que é amar” (Fernando Pessoa).
Diante da impossibilidade de saber toda a verdade, fala-se de amor.

Isso é o que vem sendo feito há séculos.
Platão, em O Banquete, retrata os lugares do discurso:
o do amante e o do amado.
Jacques Lacan (1901-1981) baseia-se no amor grego
para articular o par amante-amado com a estrutura do amor.
Aquele que experimenta a sensação de que alguma coisa lhe falta,
mesmo não sabendo o que é, ocupa o lugar de sujeito do desejo (amante);
aquele que sente que tem alguma coisa, mesmo não sabendo o que é,
ocupa o lugar de objeto (amado).
O paradoxo do amor reside justamente no fato de que o que falta ao amante
é precisamente o que o amado não tem.
Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um,
o ser humano inventa o mito do amor, sustentado na promessa de felicidade.
E, enquanto isso não vem, o bem se transforma em mal,
inaugurando uma escola de amor infeliz.

Freud e a teoria da sexualidade humana

Em O Mal-estar na Civilização, Sigmund Freud (1856-1939)
adota a versão do amor que se encontra no poema “Sobre a Natureza”,
do filósofo grego Empédocles (490-430 a.C.):
Eros é uma força que tende para a unificação.
Em As Pulsões e Suas Vicissitudes (traduzido em português
por Os Instintos e Suas Vicissitudes),
Freud cria o conceito de pulsão para construir uma teoria da sexualidade humana:
as pulsões são os representantes psíquicos de estímulos internos,
situando-se no limite entre o psíquico e o somático,
e apresentam-se divididas em pulsões sexuais
e pulsões do eu (pulsões de autoconservação).
As pulsões sexuais (oral, anal e genital),

constituídas por quatro elementos (impulso, fonte, alvo e objeto),
passam por quatro processos de transformação:
reversão a seu oposto, retorno em direção ao próprio eu, recalque e sublimação.
A reversão a seu oposto caracteriza-se pela transformação do amor em ódio.
Essa metamorfose se refere a um tempo arcaico,
regido pelo autoerotismo (narcisismo primário), o qual é dividido em duas fases.
Na primeira fase, as pulsões do eu e as pulsões sexuais têm o mesmo alvo,
porque ainda não se separaram: é a satisfação autoerótica.
Sob o domínio do princípio de prazer,
constitui-se um eu primitivo, interessado pelo que lhe dá prazer
e desinteressado do que lhe dá desprazer.
Essa indiferença, nomeada de “repúdio primordial do eu narcísico”,
inaugura o ódio.
Na segunda fase, o eu da realidade, transformado em eu do prazer purificado,

realiza a distinção entre o fora e o dentro pela via da fantasia:
o que causava desprazer e era odiado é expulso do próprio corpo,
passando a constituir, então, o campo dos objetos;
o que causava prazer passa a ser amado e, como tal,
incorporado ao próprio corpo (eu do prazer).
É importante ressaltar que a precedência do ódio sobre o amor
está diretamente ligada às suas fontes:
o ódio nasce sob o domínio do princípio de prazer
e o amor inaugura-se no momento em que se constitui a pulsão.
Do acoplamento do amor ao ódio resulta a marca primordial do amor,
a ambivalência (amor/ódio).

Em Sobre o Narcisismo: uma Introdução,

Freud aborda o amor a partir da escolha de objeto.
Todo ser humano tem dois objetos sexuais:
ele mesmo e aqueles que desempenham
as funções de alimentação e de proteção.
Em função disso, temos duas escolhas: narcísica e anaclítica.
Na escolha narcísica, ama-se o que se é,
o que se foi ou o que se gostaria de ser.
Aqui, o objeto é amado com a mesma intensidade
que outrora o eu do prazer fora amado no autoerotismo.
Na escolha anaclítica, ama-se a parte do eu que foi renunciada
e transferida para o objeto, fazendo com que o objeto
seja revestido das funções materna e paterna:
a mulher que alimenta ou o homem que protege.

Freud retoma, em Psicologia de Grupo e Análise do Ego,

a escolha do objeto amado pelos mecanismos de idealização e de identificação.
A idealização caracteriza-se pelo engrandecimento do objeto
e a identificação pela forma mais arcaica de laços afetivos com o objeto.
Na idealização, o intenso investimento do eu
no objeto implica não só o empobrecimento desse eu,
mas também a sua ligação com o objeto,
mesmo depois da perda ou do abandono.
A separação é vivida como dilaceração,

fazendo com que o eu experimente a dolorosa sensação
de que uma parte de si mesmo foi arrancada para sempre.
Por sua vez, na identificação, a perda ou o abandono do objeto
conduz à incorporação de suas propriedades pelo eu.
Assim, na idealização, o objeto é colocado no lugar do ideal do eu, e,
na identificação, o objeto é colocado no lugar do eu.
Na idealização, ingressamos no reino da paixão,
onde o amante, encantado pelo objeto amado,
é levado à servidão sem limite.
Na cegueira da paixão, o enamorado pode inclusive
ser arrastado ao impulso do crime.
A perda do objeto da paixão converte o amor em ódio,
fazendo com que o desejo de posse se transforme em desejo de destruição.

Lacan e o amor como paixão e dom ativo

Lacan, em seu projeto de retorno à obra de Freud,
faz questão de enfatizar que é preciso distinguir
entre o amor como sentimento da paixão e o amor como dom ativo.
O amor como paixão inscreve-se no plano das relações imaginárias,
nível das relações especulares,
em que as imagens do eu e do outro se confundem.
O amor como dom ativo inscreve-se no plano das relações simbólicas,
dimensão da palavra, cujo registro é o da verdade,
da mentira, da equivocação e do erro.
A paixão visa ao outro como objeto
e o amor visa ao outro como sujeito.
Na paixão, exigem-se provas de amor.

Mesmo que as provas sejam dadas,
nunca o apaixonado se dá por satisfeito,
porque não se trata de ser amado, mas, sim,
de querer ser amado do modo pelo qual
se imagina que se deva ser amado.
Qualquer particularidade do outro amado
tem de ser apagada para que se mantenha a fantasia
de que de dois se faz um.
Lágrimas são derramadas pelo que deveria ter sido e não foi.
O fracasso de um sonho torna-se a causa do sofrimento de amor,
o qual se transforma em ódio de si mesmo e do outro.
Na paixão, amar é querer enviscar-se no objeto, capturando-o;
odiar é querer desvencilhar-se do objeto, aviltando-o.
Lacan afirma inclusive que “o ódio não se satisfaz
com o desaparecimento do adversário”.
Não basta o exílio, a prisão, o assassinato;

é preciso a injúria para denegrir o ser do outro odiado.
Se não se pode eliminar a existência do outro odiado na linguagem,
o caminho da difamação é a via pela qual se tenta associar
um nome à indignidade e à vilania.
Um terceiro elemento é acrescentado ao par amor-ódio: a ignorância.
O desejo de não querer saber está para a paixão
assim como o desejo de querer saber está para o amor.
O amor como dom ativo está para além da fascinação imaginária,
porque se dirige ao ser do outro em sua particularidade.
Trata-se de um amor que se inscreve no regime da diferença,
onde dois não fazem um, mas dois.

No Seminário 4: a Relação de Objeto,
Lacan aborda outra modalidade do amor,
aquele concebido como recusa do dom
e situado em torno do que o objeto amado não tem.
Três elementos entram em cena:
amante, objeto amado e para além do objeto.
O que se ama está para além do objeto.
E o que estaria nesse além senão a própria falta?
Justamente por isso, Lacan diz que o dom dado em troca não é nada:
“o nada por nada é o princípio da troca”.
Na dialética da recusa do dom,
o sujeito sacrifica-se para além daquilo que tem.
Então, amar é dar o que não se tem,
e o acento está no amor, não no objeto amado.
Esse acento comparece no amor cortês (o trovadorismo dos séculos 12 e 13),
na concepção barroca de amor, em Fernando Pessoa etc.
O que se ama é o próprio amor.

Lacan introduz, ainda, no Seminário 11,
o conceito de sujeito-suposto-saber (SsS)
no amor de transferência:
“Desde que haja em algum lugar o sujeito-suposto-saber, há transferência”.
A introdução de um sujeito-suposto-saber no amor de transferência
não modifica a sua estrutura, que é a mesma da paixão.
Por isso, ao amar alguém, suponho um saber;
ao odiar a alguém, suponho um não saber
(o saber que está em jogo é um saber sobre o desejo).
Há uma infinidade de amores.

Mesmo assim, o amor não é a panaceia para a dor de existir, inclusive porque, como nos ensina um poema do século 16 atribuído a Camões
(“Amor É Fogo que Arde sem Se Ver”),
como se pode esperar paz, harmonia e felicidade nos corações humanos,
“se tão contrário a si é o mesmo amor”?



segunda-feira, 19 de abril de 2010

"AMAMOS, E CHEGAMOS ANTES DA HORA;
AMAMOS AINDA , E CHEGAMOS NO ÚLTIMO MINUTO;
JÁ NÃO AMAMOS E CHEGAMOS ATRAZADOS".
( Diane de Beausecq - França ( 1829 - 1899)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Freud, Lacan e o amor


Leia o artigo sobre o amor escrito pelo psicanalista Reinaldo Pamponet para a Muito. Apoiado em Freud e Lacan, o profissional faz uma análise do comportamento do homem e da mulher nas relações amorosas.









O amor na contemporaneidade
Reinaldo Pamponet*
Nos dias atuais o psicanalista testemunha o declínio da função do Pai e, por conseqüência, o surgimento de novos sintomas, uma crescente diversidade de crenças religiosas, o uso excessivo das drogas e dos medicamentos e um aumento acentuado da insatisfação com as relações amorosas.
Na contemporaneidade, o avanço dos embaraços e dos desencontros entre os parceiros tem provocado fracassos e estragos de toda ordem na vida amorosa. O sentimento de vazio, de mortificação e falta de sentido têm invadido a vida dos amantes e levado os parceiros a se defrontarem com um curioso paradoxo: "sabem o que não quer", mas "não sabem o que quer".
O amor é um afeto que está do lado de Eros, do instinto de vida, como Freud denominou. O amor é recíproco, serve a Eros para se servir dele. Para todo ser humano, a demanda de amor é condição necessária para que se produza o efeito subjetivo que chamamos desejo, que por sua vez, é a mola propulsora da vida. O amor é uma pergunta e o desejo é a resposta à pergunta de amor.
O amor é uma das "paixões" que gostaríamos de experimentar intensamente e durante o tempo todo.
Quando se está amando, o desejo é verão, o sujeito torna-se vivo, quente e ativo e a vida mais colorida e vibrante. Amar é uma festa da melhor qualidade. O amor torna o mundo lúdico e traz entusiasmo, plenitude e felicidade. É a via por onde transita o segredo, a confiança e a esperança. É o caminho que dá acesso ao mais íntimo e mais secreto de cada parceiro.
O amor encoraja e faz cada um tomar a sua verdadeira liberdade, a liberdade de desejar. O amor convida cada um a ousar, intima-se com as palavras e chegar mais perto da sua verdade, conduzindo o sujeito ao desejo de saber e iluminando os momentos de escuridão que o angustia.
Amar é pretender ser amado. Ama-se o que é amável, belo ou ideal no outro. Amar é sempre uma metonímia do belo, do ideal. Contudo, amar é, também, arrisca-ser, pois, o esperado nem sempre é o alcançado. O amor não quer saber do real, do imprevisto, da surpresa desagradável, só quer celebrar.
Escutamos e acolhemos no nosso dia-a-dia, tanto por parte das mulheres quanto dos homens, expressões de angústia pela falta de relações amorosas mais estáveis: "só encontro canalha", dizem as mulheres que buscam uma relação amorosa duradoura; "todas são galinhas", dizem os homens.
As relações amorosas estão cada vez mais descartáveis. Amar, sexualmente, tornou-se equivalente a um lanche rápido, tipo o fast-food da primeira esquina: mata a fome do momento, mas não nutre. O amor que alimentaria o desejo para sustentar uma vida a dois mais longa, harmoniosa, produtiva e segura, cedeu lugar à disputa de poder e à discórdia entre os parceiros que passam a viver a relação como verdadeiros adversários.
No momento atual, seduzidos pelas ofertas do discurso capitalista, vivemos uma verdadeira escravidão da demanda, valorizando mais o ter do que o ser. Assistimos ao avanço da ciência na direção da invenção, da produção e da oferta de "novidades".
Essa oferta convida e estimula o sujeito ao consumo excessivo de objetos novos e sofisticados, para em seguida, tão logo descobre que “o excesso não preenche a falta”, esses objetos serem descartados ou substituídos e, em seguida, numa espécie de "fome" para encontrar o objeto ideal e satisfatório que preencha o seu vazio existencial, repetir, voltar a consumir.
Contudo, em última instância, esses objetos atendem à demanda, em detrimento da satisfação do desejo. Vivemos num momento do “vale enquanto útil”, quer dizer, o utilitarismo, o apego ao ter, passou à frente do laço afetivo verdadeiro. Na atualidade, os pequenos detalhes subjetivos que despertam e vivificam o desejo, já nos parece fora de moda. Todos nós temos a nossa "condição erógena", isto é, a nossa condição de amar e desejar sexualmente o nosso parceiro (a). É uma espécie de "bem íntimo e singular", resumido pelo poeta Caetano Veloso, nesse belo verso: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
Na dimensão amorosa, Freud descobriu, essencialmente, duas correntes do amor: a corrente terna e a corrente erógena. Quando estamos na corrente terna do amor (amor à mãe, ao pai, ao filho, etc.) o sujeito amante faz do amado, outro sujeito, ou seja, se estabelece uma relação de sujeito a sujeito, uma relação de reciprocidade e de igualdade, o que torna a relação duradoura, uma vez que, cada um suporta melhor as diferenças e os "defeitos" do outro: Sujeito (amante) - Sujeito (amado)
Porém, na dimensão do amor erótico, quando se ama sexualmente, o sujeito-amante transforma o sujeito-amado em objeto. Assim, estabelece-se uma relação de não-reciprocidade, de dissimetria. O sujeito-amado sente-se rebaixado à condição de objeto de desejo do outro.
Nessa condição, não haveria uma "relação", mas apenas um "encontro". Quer dizer, o impasse amoroso entre os parceiros, reside no fato de que no nível do sexual, não há "relação", mas tão somente, "encontro". Ocorre que o encontro erótico (não é regra geral) parece sempre pré-datado, ou seja, tem o dia de acabar. Aqui o inicio anuncia o fim. Sujeito (amante) - Objeto (amado)
Na relação com o amor e o desejo sexual, o homem e a mulher são muito diferentes. A mulher, aquela que consideramos feminina, tem a sua condição de amar bastante diferente do homem. A mulher feminina para alcançar a sua realização sexual, precisa de que o homem fale com ela, de preferência fale amorosa e poeticamente, para que ela o ame, porque ela precisa amar para desejar e desejar para alcançar a sua satisfação sexual plena. Então, a mulher (não é regra geral) necessita desse caminho que vai das palavras ao amor, do amor ao desejo e do desejo ao gozo: Falar - Para Amar - Amar - Para Desejar - Desejar - Para Gozar
Falar, para a mulher, é ser amável, por isso as mulheres não gostam, dispensam ou trocam o parceiro-juiz pelo parceiro-inteligente que sabe dizer o que ela quer ouvir. Uma voz determinada ou um olhar de aprovação por parte de um homem, desperta sempre admiração e desejo na mulher. Ela gosta mais do homem inteligente e bem articulado do que do erudito, prolixo e dono da verdade. Também, dispensa ouvir e obedecer ao juiz, preferindo ouvir o poeta ou o mestre.
Quando o homem não fala para a sua mulher, ela fala mal dele. A palavra tanto pode fazer a mulher sentir-se notada, valorizada e desejada quanto excluída e derrotada.
Muitas mulheres (não é regra geral) para desejar, precisam, antes, sentirem-se desejadas e únicas. Portanto, na relação com o amor, a diferença da mulher para o homem, é algo muito sensível, porque o homem não precisa da fala para amar, nem de desejar para gozar.
O insucesso do homem é com o amor. O homem só ama o que deseja. Assim, existe uma verdadeira dissimetria, uma não-correspondência na relação amorosa entre o homem e a mulher.
O impasse na relação amorosa é essa falta de reciprocidade, essa desigualdade da reciprocidade, isto é, o esperado jamais corresponde ao obtido.
O amor é um afeto habitado por um não-saber, é um "senti-mente", um sentimento que mente. Quando se ama, busca-se no outro uma espécie de complemento daquilo que lhe falta e se supõe que o outro tem. Mas, o que o sujeito não sabe, é que "o que lhe falta não é o que o outro tem, mas o que também falta a cada um". Por isso, para Jacques Lacan, "amar é dar o que não se tem".
Para concluir, diria que amar é se arriscar. mas não podemos prescindir do amor, não devemos adiar o tempo para amar, não renunciemos ao amor. Enfim, amemo-nos...
* Reinaldo Pamponet, é psicanalista-membro da Escola Brasileira de Psicanálise e membro da Associação Mundial de Psicanálise (Paris

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

DESEJOS PAIXÕES E LUGARES...............

Meu blog traduz-se por abrir as "janelas da alma" e deixar nelas entrar, sem mêdo, outros olhares .......

Começo por mostrar o "por do sol" da minha Bahia querida, que me acolhe e me inspira cada dia, com sua luz, seu sol, seu mar, seu calor, sua música, sua gente, seu céu, seu verde, sua natureza e poesia tão sua!

Este "por do sol" vejo todos os dias, e acho que sou uma privilegiada.....................................
Além do mais, cada dia tenho um por do sol que não se repete jamais....................

Ao colocar essas fotos, falo também da natureza, pois ela tem me dado um bem precioso, a terra, sem a qual não poderia criar.

Quero colocar neste espaço, fotos em que a natureza está presente, não só do por do sol na Baia de Todos os Santos.
Aqui também estarão imagens que tenho feito da chama que arde quando realizo as minhas queimas e me deixam apaixonada cada vez mais por essa arte do fogo que é a cerâmica.

Aqui será também o lugar do encontro com aqueles que como eu apreciam o nascer do sol, o por do sol, o luar, a natureza, a música, a poesia.

E como não poderia de deixar de ser, o lugar de vibrar com a vida, porque viver sem vibrar não é viver.