quarta-feira, 15 de julho de 2009

PARATY - CAPÍTULO III

Os amigos, A FLIP, os encontros, a pousada,
a música, a rua, a poesia, os bares, os cafés, a arte,
a boa comida, o luar, a vida!






carmen, tania e Milú















Olhando a programação!













um café, um papo amigo!













A boa cachaça de Parati, famosa!














A música, uma constante!










Deliciosa comida italiana!
"Punto Divino"

















"Pousada do Príncipe",
simplicidade e achonchego!

terça-feira, 14 de julho de 2009

FLIP - CAPÍTULO II - Ainda a "Cidade"


















































FLIP - Feira Literária Internacional de Paraty
1 a 5.07.2009

Capítulo I - A Cidade

Esta foi a 7a.edição da Flip, e a primeira que lá estive, infelizmente!
Ir a Flip, visitar Paraty, é uma experiência inesquecível.
Todas as experiências vivenciadas,
a atmosfera alegre, calorosa,
a beleza da cidade, a presença viva da música,
da poesia, do romance, do teatro,
fazem difícil explicar a Flip Paraty, melhor sentir.
Diz-se ser a caçula dos importantes festivais literários como Hay-on-Wye, Adelaide, Harbourfront de Toronto, Festival de Berlim, Edimburgo e Mântua,
mas apesar de não conhecer os outros eventos,
difícil superar o entusiasmo que assiti durante as mesas,
os concorridos autógrafos, a disputa pela compra de ingresssos
e de livros.

Impossível mesmo é não pensar em voltar em 2010.

Paraty é uma cidade litorânea contornada pelo mar azul-turquesa da baía da Ilha Grande e por grandes faixas intactas de mata atlântica.
Localizada a aproximadamente quatro horas de carro do Rio de Janeiro e de São Paulo, esse antigo porto, de onde se enviava a maior parte do ouro do Brasil ao Velho Mundo, é uma belíssima cidade histórica.
Paraty ou Parati é um município brasileiro no Sul do estado do Rio de Janeiro, microrregião da Baía da Ilha Grande. Muito antiga para os padrões brasileiros, a cidade foi povoada entre 1533 e 1560, em 1667 teve sua emancipação política decretada pelo rei de Portugal. A cidade já foi sede do mais importante porto exportador de ouro do Brsail, durante o período colonial.(wikipédia)
O nome vem do tupi Peixe Branco (referindo-se a uma espécie de peixe, o "Mugil curema"). Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para pira'ty, paraty e finalmente para parati. Também pode designar um tipo de cachaça da região.







O mar













A baía e o porto










O Centro Histórico








As igrejas











Rio Perequetê














O Mar adentrando a cidade.













Os barcos, e finalmente, o Amor!

domingo, 12 de julho de 2009

PARATY - Amor a segunda vista!

Não conhecia "Parati",
conhecendo-a desde muito,
nos meus sonhos, meu desejo,
meu amor.
"Parati" vão saudades, partidas e chegadas,
sonhos de viagem, doces momentos,
"Parati" .......

Às vezes tudo se ilumina de uma intensa irrealidade
E é como se agora este pobre, este único,
este efêmero instante do mundo
Estivesse pintado numa tela,
Sempre...
(M.Quintana)












A chegada...........

terça-feira, 7 de julho de 2009

Parto a pouco.
Rumo a Salvador,
Volto com o coração eternecido.

domingo, 28 de junho de 2009

PARATY,
ou PARATI,
PARANÓS.

Dia 30/06/2009, terça-feira, partimos.
Parati nos espera.
Até a volta e aguardem fotos e notícias.
















À EUGENIO DE ANDRADE, (poeta português), a quem aprendí a admirar !

O escritor e poeta Herberto Helder: quatro páginas manuscritas, enviou uma no final do ano 2000 um documento notável e revelador, mostrando a sua visão «pessoal» sobre a poesia portuguesa da segunda metade do século XX, na qual Eugénio é colocado no lugar cimeiro.
«Não há nenhum poeta português que possa ombrear consigo neste meio século», diz HH. «Talvez o Cesariny e a Sophia se aproximem de si, mas seria necessário, tanto a um como a outra, eliminar vários poemas maus. Quanto a si, não existe um só verso que deva ser eliminado.»

POEMAS DE EUGENIO ANDRADE


Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus
***
Que música escutas tão atentamente

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,

dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.
***

Beira de Água
Estive sempre sentado nesta pedra
escutando, por assim dizer, o silêncio.
Ou no lago cair um fiozinho de água.
O lago é o tanque daquela idade
em que não tinha o coração magoado.
(Porque o amor, perdoa dizê-lo,
dói tanto! Todo o amor.
Até o nosso, tão feito de privação.)
Estou onde sempre estive:
à beira de ser água.
Envelhecendo no rumor da bica
por onde corre apenas o silêncio.

***

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei ás romãs a cor do lume.

***
Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um
- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum

***

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.








Salvador, cais do porto.