domingo, 15 de março de 2009


«Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos»Victor Hugo, "Monte de Pedras"


Gosto da sintonia que existe entre pessoas,
gosto das afinidades,
do amor, da amizade,
do cuidado e da delicadeza.
Gosto de ir e voltar,
Gosto imenso da liberdade de ser,
Gosto da metade que somos,
embora inteira muitas vezes.
Gosto das tuas palavras,
sempre!
Carmen Bastos
o meu farol ontem,
último olhar,
muitas vezes a guiar-me.

sábado, 14 de março de 2009

"… que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio...
que o medo da solidão se afaste
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
porque metade de mim é o que fui

e a outra metade eu não sei...
que a minha loucura seja perdoada,
porque metade de mim é amor
e a outra metade...também".
Osvaldo Montenegro

As amizades, os amores, a vida
Ao que podemos ser
E ao que somos, efetivamente!






























































































































quinta-feira, 12 de março de 2009


AOS SENTIMENTOS VERDADEIROS!


O Que Alguém Disse

"Refugia-te na Arte"
diz-me Alguém
"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor,
ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.
Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é
Divino e imortal!
Cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a
Verdade e em mais ninguém!"
No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem...
E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...
O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"




A amizade, o amor, a cumplicidade,
As vezes oasis no deserto,
Mas sempre calor no meu coração.
Doces, quentes, suaves, fortes,
serão as tuas mãos!





Tuas mãos
(Pablo Neruda)

Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
COMO A VIDA É TÃO RARA,
E AS VEZES A APROVEITAMOS TÃO MAL.................

* * * *

O Dia que vai.
"Por do sol"!



O Dia que chega.
"Por da Lua"!

terça-feira, 10 de março de 2009

EMBARCAÇÃO
(CHICO e FRANCIS HIME)

Sim, foi que nem um temporal
Foi um vaso de cristal
Que partiu dentro de mim
Ou quem sabe os ventos
Pondo fogo numa embarcação
Os quatro elementos
Num momento de paixão
Deus, eu pensei que fosse Deus
E que os mares fossem meus
Como pensam os ingleses
Mel, eu pensei que fosse mel
E bebi da vida como bebe
Um marinheiro de partida, mel
Meu, eu julguei que fosse meu
O calor do corpo teu
Que incendeia meu corpo há meses
Ar, como eu precisava amar
E antes mesmo do galo cantar
Eu te neguei três vezes
Cais, ficou tão pequeno o cais
Te perdi de vista para nunca mais
Mais, mais que a vida em minha mão
Mais que jura de cristão
Mais que a pedra desse cais
Eu te dei certeza
Da certeza do meu coração
Mas a natureza vira a mesa da razão


Muitas vezes a poesia fala o que não podemos dizer,
Diz o que vem lá dentro,
Arrebenta.................................
Hoje pensei em "Embarcação",
nesta obra prima de Chico e Francis Hime.
Foi que nem um temporal!
Muitos vasos de cristal partiram-se,
dentro e de mim!
Carmen Bastos

Saudade da minha estação de ferro,
a "Leste Brasileira",
onde eu andava de "Pirulito" ou "Marta Rocha",
e achava que o mundo era só alí.
Alagoinhas - Bahia
COQUEIROS V

E continuamos a experimentar!
Agora o fogo, a serragem e o Raku improvisado
nos davam a medida exata das peças negras,
saídas do fogo com toda a força necessária.
Meses de muitas descobertas, de muito companheirismo,
muito conhecimento e sobretudo de muita humildade,
pois cada dia descobríamos o quanto ainda precisamos aprender.
E VIVA A CERÂMICA!


































































































































































































































































Nossos parceiros, "Zé ailton"






Sr. Antonio.
Sem eles, eu e Gleice,
nada teríamos feito!