domingo, 7 de junho de 2009

Ditados acabam sempre presentes na minha vida,
muitas vezes encerram sábias palavras:
"Para grande males,grandes remédios"

"E esqueço que amar
É quase uma dor..." (Djavan)

















Encontros E Despedidas

Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
(Milton Nascimento)
VIAGEM
05.06.2009

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»
(J.Saramago/Viagem a Portugal)

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Em momentos assim as palavras desaparecem,
talvez porque fossem outras as que desejassemos dizer.
A partida, o fim, a dor?
O que?
Onde fica o amor, a síntese,
o encontro?
Onde ficam todas as palavras ditas?
Onde ficam todos os momentos tidos?
Onde fico eu?
Onde fica o amor?
Partiu! (Carmen Bastos)














"VAZIO"

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De esperas construímos o amor

De esperas construímos o amor intenso e súbito
que encheu as tuas mãos de sol e a tua boca de beijos.
Em estranhos desencontros nos amamos.
Havia o rio mas sempre ficávamos na margem.
Eu tocava o teu peito e os teus olhos e,
nas minhas mãos,
a tarde projectava as suas grandes sombras
enquanto as gaivotas disputavam sobre a água
talvez um peixe inquieto,
algo que nunca pudemos ver.
As nossas bocas procuravam-se sempre,
ávidas e macias
E por muito tempo permaneciam assim, unidas,
Machucando-se, torturando as nossas línguas quase enlouquecidas.
Depois olhávamo-nos nos olhos
No mais profundo silêncio.
E, sem palavras,
Partíamos com as mãos docemente amarradas
e os corações estoirando uma alegria breve
Quando a noite descia apaixonada
Como o longo beijo da nossa despedida.(Joaquim Pessoa)

terça-feira, 2 de junho de 2009

ONDE DARÁ ESSE MAR INFINITO?
















Droga de oceano,
que apesar de tão belo separa as pessoas,
mesmo que no tempo e no espaço.
Ah! esquece o oceano,
ele não tem poder de afastar as pessoas
quando elas querem estar próximas!

domingo, 31 de maio de 2009

Viagem



É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...
Miguel Torga, in 'Diário XII'










Lis , dia de chuva!








Como é Grande o Meu Amor Por Você
(Erasmo Carlos / Roberto Carlos)
Eu tenho tanto
Prá lhe falar
Mas com palavras
Não sei dizer
Como é grande
O meu amor
Por você...
E não há nada
Prá comparar
Para poder
Lhe explicar
Como é grande
O meu amor
Por você...
Nem mesmo o céu
Nem as estrelas
Nem mesmo o mar
E o infinito
Não é maior
Que o meu amor
Nem mais bonito...
Me desespero
A procurar
Alguma forma
De lhe falar
Como é grande
O meu amor
Por você...
Nunca se esqueça
Nem um segundo
Que eu tenho o amor
Maior do mundo
Como é grande
O meu amor
Por você...
Mas como é grande
O meu amor
Por você!...
Portugal, 14.05.2009

Despedida!

Com açucar e com afeto,
doce de abóbora,
amizade gostosa.
Com a Dinha
e minha querida amiga Elisa.
“umas coisas valem a dor da memória”...
(Rui Espinheira Filho)
OS AMIGOS DO PEITO E NADA MAIS!
Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo.
Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir?
Sinta quem lê!
Ana Rita, Carmen,
Ana Isabel, manuel e Margô.
A turma do "Trinca Espinha"!